domingo, 22 de novembro de 2015

[POESIA] Arrependimento

Peço desculpas
Aos amigos quais prometi não fazê-lo
Mas aos prantos estou
E nem rimar sei se consigo mais

Peço desculpas
À conselheira que me dizia para não chorar
Mas boba eu sou
Penso que com lágrimas faço a dor passar

Peço desculpas
À mim mesma qual vejo
a auto estima baixar,
mais uma vez falhar
e se deixar machucar

Peço desculpas
Ao coração que tanto bateu
E não conseguiu segurar
Deixando-se quebrar

Peço desculpas
Ao destino, por não saber aproveitar
E ao universo que conspirou
mas não deixou durar

Peço desculpas
Mesmo sabendo que nada adiantará
Dormir eu vou, chorando estou
E sei que amanhã, amanhecerá.

(Jenifer Alana dos Santos)

Queridos, fiz esta poesia pro concurso do Bernardes, mas não passei pra votação então de certa forma, que maravilha, pois posso postar aqui logo! :) ps: chorem

sábado, 14 de novembro de 2015

[TEXTO] Eu não sei que nome dar, tô sempre cheia de perguntas

Me pergunto quando foi que o ar virou fumaça, quando foi que o buque virou apenas flores mortas, que a vida virou sobreviver. Me pergunto quando foi que o céu passou de azul a ser nublado o tempo todo, quando foi que as estrelas sumiram, me pergunto quando foi que a terra ficou seca e quando foi que o coração deixou de bater.
Eu me pergunto quando foi que o cheiro virou náusea, me pergunto quando foi que o choro virou só água salgada, me pergunto onde foi parar a realidade.
Eu me pergunto quando foi que a água virou lama, quando foi que pessoas viraram apenas corpos, quando foi que o coração virou pedra e quando foi que se perdeu a razão.
Eu me pergunto quanto tempo ainda temos e se sobreviveremos para ver um final. A única resposta que tenho é que finais felizes ainda estão apenas na imaginação. Estamos caminhando em frente mas em direção à um abismo.
" Por favor, me dê algo, estou tão sedenta, estou tão sedenta... Oh, por favor, me deixe avisá-los, não venham aqui, não tragam ninguém pra cá."

(Jenifer Alana dos Santos)