quinta-feira, 10 de julho de 2014

[TEXTO] Congestionada

Porque esse congestionamento de lágrimas alaga meus pensamentos, me dá dores de cabeça profundas e me tira o sono. Porque esse congestionamento de palavras me cala e me impede de me expressar e seguir em frente. Porque essa falta de direção só me leva a caminhos errados.
Eu conto nos dedos as escolhas certas que já fiz, mas com o passar do tempo, tenho reprimido lembranças, vivendo um dia após outro sem vivencia-lo de verdade. Eu perdi as contas de quantas vezes errei e não tive reação, e já não me reconheço no passado referente ao mês anterior.
Seriam muitas transições? Ou estou ficando louca? As palavras fogem de mim por não ser capaz de expressa-las, eu não sinto mais frio na barriga e nenhuma vontade de seguir em frente. Tenho proferido palavras as quais não me pertencem e não me afetam, afinal, o que sou de verdade?
E será que sou, ou ele é e estava certo? Eu perdi a fé, as esperanças, as pessoas, a minha essência e a motivação. Mas isso dá um texto não é, quem se importa? Uma das únicas coisas que me restam é aquela velha questão: já perdi tanto, o que mais irei perder?
Porque esse congestionamento de incertezas não me afeta por mais que um minuto e eu não me sinto viva sem ele.

(Jenifer Alana dos Santos)

*Credite se usar, a escritora agradece!

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

[POESIA] Morta pelas palavras (e viva por elas)

Já consigo sentir a paralisia
Congelo-me pouco a pouco
De que valeu-me a euforia
Se a morte chega enfeitiçada por um sopro?

Todo mundo morre levemente após viver muito
Morre de tristeza, morre de alegria
Morre de cansaço, de rir ou de chorar
Morre de medo, de arrependimento ou de agonia.

E você? Morreu de que?
Ao encontrar-se sozinho, perdido e pedinte
Na busca eterna por amor e vinho, amizades e livros com café
Perdendo-se cada vez mais pelo caminho seguinte
Em meio as sombras que te levam com a maré.

Afogo-me nesse cobertor de palavras
Ressuscito mais uma vez
Vomito todas essas podres entranhas
Tentando encontrar ar, respirar talvez.

Eternamente inatingível é a felicidade eterna
Desfaleço continuamente
Após cada sorriso desprezível
Sufoquei-me em minha própria mente.

(Jenifer Alana dos Santos)

Aproveitando o poema de um concurso que participei no ano passado pra dizer que este ano minha professora abriu inscrições para ex-alunos e já estou quebrando a cabeça pra fazer um novo no meio de tanta coisa pra fazer (estudar pra provas, trabalhos, portfólio...).
Felizes que voltei a postar? Contem maaaais! O que acharam da minha ideia sobre escrever as receitas? Estou me sentindo influenciada pela faculdade hahaha.

*Credite se usar, a escritora agradece*

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terça-feira, 1 de julho de 2014

[QUEM É QUE SABE/DICA] Julie & Julia e uma ideia.

Bom, recentemente fui obrigada a assistir um filme para um portfólio de um dos módulos da faculdade. Para minha surpresa, é um filme ótimo, além de engraçado - pretendo assistir novamente. Super indico pra quem gosta de comédia e gosta de comida. O filme se chama Julie & Julia, trata da história de duas mulheres apaixonadas por comida e por fazer comida. Quem se interessar pode procurar mais a sinopse e trailer por aí (já que a blogueira é inútil - eu sei)
Além de dar boas risadas e entender mais sobre o contexto da alimentação para as pessoas, o filme me inspirou. Siiiiiiim, inspirou. No semestre que vem pretendo começar um novo projeto aqui no blog assim como no filme (mas não de forma tão intensiva). O que quero fazer é preparar receitas e contar como elas me afetam não só no preparo, mas também no sabor. Conto mais depois ;)

(Jenifer Alana dos Santos)