sábado, 21 de junho de 2014

[TEXTO] Sobre eu não ligar

Eu comecei a escrever um texto em que eu batia a porta e ia embora pra sempre. Na sua porta. Mas que no fundo você sabia que enquanto eu descesse as escadas, eu me arrependeria e voltaria correndo. Porque você me conhece, ou talvez ache que conhece ou talvez eu ache que conheça. Não mais.
Nós temos essas coisas as vezes de querer jogar tudo pro ar e sair correndo pra qualquer esconderijo. Mas como se foge da vida? E como um livro diz: como escapar desse labirinto? Eu quis escapar tantas vezes, quis que o mundo explodisse ou que ele pelo menos me desse a chance de consertar coisas das quais eu me arrependo e sim, eu me arrependo de algumas coisas.
E eu não quero escrever mas to engasgando com as palavras. Esse texto nem era pra ser assim, mas e a vida, é pra ser como? Eu não sei direcionar ou seguir as minhas próprias regras pra criar um texto, como podem me deixar tomar decisões importantes como as que eu tomei?
Eu to batendo a porta, e tô batendo nela ao mesmo tempo, quando quem merece um tapa por tudo isso sou eu.

(Jenifer Alana dos Santos)

*Credite se usar, a escritora agradece!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

[TEXTO] Tanto faz, fazendo muito.

A tristeza de um partir: ir embora e me dividir entre incertezas. A decepção do retorno: gerada por expectativas.
Eu sou humana. Mas quem nunca se cobrou ser mais forte para poder resistir mais? Eu não tenho asas, mas encontrei tanta coisa voando nos meus sonhos. Eu sou boa. Mas depois de voar, de me cobrar e ser cobrada.. sei lá o que aconteceu.
E eu não quero mais resposta nenhuma, não preciso mais de nenhuma certeza. Eu sei do que eu preciso, e ninguém precisa saber.
Sobre o me dividir, eu tentei. E me dividi tanto e não encontrei o que eu era de verdade, eu me sinto incompleta. Sobre o partir? Eu fui. Sobre as expectativas, o de sempre.
Eu nunca fui boa com nada disso. Eu nunca soube sentir mais ou menos - eu demonstrei sentir mais ou menos. E quanto as expectativas, com ou sem elas, eu sei que vou me decepcionar. Porque esse é um dos meus maiores problemas: as pessoas. Eu as amo e as odeio na mesma proporção.
Cansei de culpar a vida. Cansei de me sentir culpada. Cansei de precisar culpar alguém. O desejo desgasta a gente... Eu já não sei o que esperar, para onde ir, o que ansiar.
Uma única certeza de que não preciso, e talvez seja por isso que encontrei: eu esperava ter deixado mais de mim para que as pessoas lembrassem. E quem sabe um rumo: ah, vocês não precisam saber.

(Jenifer Alana dos Santos)

*Credite se usar, a escritora agradece!
**faz tempo que não escrevo sobre mim; sem críticas, por favor.
***Contatos vocês já devem saber.