domingo, 21 de dezembro de 2014

[TEXTO] Delírio de Verão

Uma borboleta ta aqui me rondando. Eu não gosto de borboletas por um motivo que ainda não descobri. Nem de mariposas ou besouros. E de calor e gente que acha que tenho que ser qualquer coisa, menos eu mesma.
Esses dias são assim, cheios de vazio. Nada além das cigarras cantando e dos cigarros faltando.
Eu arrumei minha caixa ontem, achei tanta coisa pra quem viveu tão pouco. Lembranças das mais insignificantes até as mais importantes. Algumas que fazem rir e as que só trazem tristeza decidi nem ler.
Irônico é que alguém "importante" não se encaixou na primeira descrição e não achei mais nada que me fizesse lembrar além de mágoa, decepção e lágrimas.
Eu sou uma borboleta procurando as minhas asas, ou talvez eu seja uma mariposa só guardando poeira e atrás de uma luz que mais queima do que aquece. Mas quem sabe só seja o calor me fazendo delirar sobre ainda não entender porque eu perco meu tempo respondendo perguntas que não levam a nada. Nada disso me leva à lugar algum.

domingo, 7 de dezembro de 2014

[TEXTO] Fofinho

Despertei ao seu lado querendo voltar pro sonho. Mal me vi adormecer enquanto você resmungava qualquer coisa inútil que pra mim tanto faz mas mesmo assim finjo que me importo. Eu realmente não me importo, mas você não é normal e sabemos disso. Você deve até saber o quanto sou dissimulada e manipuladora, mas ainda finge que sou ingênua e que vou estar do seu lado pra sempre. Talvez seja por isso que você não me larga e eu não te afasto.
Um amor lindinho, daqueles fingidinhos onde todo mundo acha que se completam. A gente sabe que não, mas finge que talvez (e espera pelo sim, lá no fundo). Tudo isso por medo de amar.
Você não sorria enquanto dormia e eu me perguntei onde tava toda a magia de acordar do lado de alguém como a gente vê nos filmes. Eu tive vontade de rir alto porque era eu pensando em como mesmo assim você tava bonitinho respirando fundo. E depois quis rir mais ainda quando parei de pensar porque você poderia estar lendo minha mente. Paranóia.
Eu quis te acordar, mas você não me deixaria ir (e talvez eu não quisesse), mas o tempo corre rapidinho e eu to sempre atrasadinha e você dormia tão tranquilinho que me senti apaixonadinha por um tempinho. Só que essas coisas em mim são como febre, passa. Mas você não liga.
E no fundo eu sei que não te acordei porque tava estressada e você só ia me encher o saco com aquelas frasezinhas montadas que você sabe que eu odeio mas fala por falta de assunto.
Aí eu saí. Bati a porta com toda força do mundo pra você acordar e desci correndo feito uma criança as escadas do prédio. Eu adoro brincar com você, rir de você e ouvir você falar achando que tô prestando atenção. Só que eu não sou menininha e não vivo de diminutivo. No fundo a gente não é nadinha, mas eu ainda gosto um pouquinho de você.

(Jenifer Alana Santos)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

[TEXTO] Mas.

Eu repito o seu nome todos os dias interiormente me questionando se você faz isso também, nem que seja uma vez no mês. Porque eu seria qualquer coisa que você quisesse, no momento que você quisesse e da forma que você quisesse. Mas você não quer.
Esses espinhos me deixam tão farta. Eu estou cansada. O tempo todo cansada, mas só até você. Até você aparecer. E se eu pudesse mergulhar no mais profundo do mar eu afogaria todo esse amor. Se eu pudesse soprar forte o bastante até apagar essa chama que não deve ficar, eu faria. Mas eu não posso.
E se não doesse tanto cultivar esses sentimentos, quem sabe eu insistiria. E o fogo fere, porém ainda ponho a mão por você.
Era pra ser um adeus. Mais um deles. Só que não consigo.  Pois se eu quisesse acabar com a saudade, eu findaria. Mas eu não quero (pois vivo dela).
E tudo que quero esconder é inútil, já que a gente sabe. Mas se eu conseguisse, esconderia de mim mesma e acharia o momento exato em que me apaixonei para me fazer esquecer. E se eu realmente quisesse jogar tudo fora, já teria feito. Mas como se jogam as memórias?
Vicioso mundinho que me enfiei. Até quando vou me deixar aprisionar para apenas ser executada? Mais uma vez. Você leva o que tenho de bom, e me deixa sozinha para renascer, sarar minhas próprias feridas e cair de amor novamente. E novamente...

(Jenifer Alana dos Santos)

*Credite se usar, a escritora agradece!*

terça-feira, 25 de novembro de 2014

[POEMA] Partis-te-me?

Lembram de um certo poema que eu tava lutando pra achar inspiração pra escrever? O concurso de poemas foi hoje, fiquei em segundo lugar na categoria de ex-alunos *-* Perdi o primeiro lugar pra outra escritora maravilhosa que o obteve merecidamente, em breve tentarei postar algo dela aqui. Bom, curtam o poema, mergulhem profundamente na depressão.

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Partis-te-me?

Anseei transmutar o meu partir
Em permissão para partir-me
Assim deixaria uma parte ir
E a outra part-iria contigo

Falhei. E o peito dói. 
Este espaço que nos dispersa
É como água que o ferro corrói
Destrói a aspiração que ainda habita em mim

Por que não puxas-te-me para perto?
Reparta-me e aparta de ti este espaço
Una as peças que em lágrimas pelo caminho deixei
Acolhendo-me com teu saudoso abraço

Cultivo a antiga ferida aberta
Desde quando o coração partiu
E sementes de sonhos que não brotaram 
Fantasiadas em um pensamento doentio.

(Jenifer Alana dos Santos)

Credite e blablabla...

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

[TAG] Liebster Award

Gente, olha que lindo: fui indicada para minha primeira tag! O legal das tags são a interação entre os blogs.


Liebster Award:

Consiste em escrever 11 fatos sobre mim, responder 11 perguntas do blog que me indicou, criar 11 perguntas para os 11 blogs com menos de 200 seguidores que eu taguear, linkar de volta o blog que me tagueou e colocar meu selo do Liebster.


  • 11 fatos sobre mim: 
1. Sou super estressada, mas me controlo (ás vezes);
2. Adoro ler, porque me distrai;
3. Prefiro ler livro físico porque e-books não prendem minha atenção;
4. Ás vezes escrevo textos e não posto com medo que as pessoas entendam errado;
5. Eu não me importo com número de seguidores, mas gosto de interação entre leitor/escritor;
6. Minhas séries favoritas são: Pretty Little Liars, The originals, TVD e 2 Broke Girls
7. Eu sempre atraso minhas séries
8. Eu odeio escrever fatos sobre mim porque nunca sei o que escrever
9. Amo cerejas, pinups e móveis antigos
10. Minha frase da semana é: "A vida já é díficil, porque complicá-la ainda mais?" (3º livro de PLL)
11. Moro no litoral mas gostaria de morar no Sul


1. Qual seu estilo literário favorito?
Eu procuro ler tudo que me atrai e acrescenta. Já li tanto livros de terror como romance.

2. Qual seu primeiro contato com a leitura?
Fuçando a biblioteca da escola no Ensino Fundamental, na época eu gostava muito de poesia. Aos poucos fui me interessando por outros livros como Duda e Codinome Duda, Coraline, Ana de São Paulo, Polyanna, alguns livros do Câmara Cascudo, etc.

3.Qual o tema do seu blog?
É centrado em textos autorais, mas estou aberta a sugestões e qualquer outro blablabla.

4. O que te levou a montar um blog?
Quis sair do facebook pois estava muito centrada em números de curtidas, além do que a página era conjunta e não estava dando muito certo, então decidi pelo blogger pra focar mais em escrever para pessoas do que para números.

5. Se você fosse um livro\personagem, qual seria?
Ainda não me identifiquei, mas admiro muito a Alaska do John Green

6. Qual sua rede social favorita?
Twitter.

7. Gato ou cachorro?
Gato.

8. Um lugar que quer conhecer?
Porto Alegre
9. Filmes ou séries?
Ambos

10. Adaptação ou livro?
Livro, mas gosto que existam adaptações

11. Uma música que te lembre um livro? Qual o livro?
Secret - The Pierces - Livro Maldosas (PLL)


  • Minhas 11 perguntas para os blogs 
1. Qual seu livro favorito e por quê?
2. Qual sua série favorita e um resumo dela.
3. Você se inspirou em algum blog para montar o seu? E seu conteúdo, é inspirado em que?
4. Qual seu filme favorito?
5. Indique uma banda/cantor que você ama mas não é tão conhecido(a).
6. Existe algum blog famoso que você gostaria de fazer alguma pergunta? Se sim, qual blog e qual pergunta?
7. Qual seu maior sonho?
8. Qual o tema do seu blog?
9. Qual sua frase favorita?
10. Que música mais tem a ver com você no momento?
11. Indique um app para celular que você acha muito útil.



  • 11 Blogs para responder a tag: 
1. Babdelírios
2. Show Ruge

3. Divei
4. Dias de Inverno
5. Memórias de uma guerreira
10. Resenhas de Livros
11. Re(arte)culando


É isso gente, espero que tenham gostado!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

[TEXTO] Uma volta

Volta e meia eu sinto que algo me chama lá fora, como se a vida fosse mais do que tenho, como se fosse preciso fugir pra me completar. É um vento passageiro que me carrega e me acomoda.
Volta e meia eu sinto um calafrio. Algo bom, ou ruim, talvez. "Em constante ânsia, quase mendicância, pra que um Deus assuma ou mande alguém" pra me salvar de mim e das loucuras que não tomo como minhas. E a cada passo que dou só sinto que me afundo mais. 
Volta e meia eu queria fugir até do menor ou melhor pensamento que vem à mente, a gente cansa de ouvir a própria voz. Mas é tão difícil fugir de si mesmo.
Quem sabe num dia desses, de tantas meias voltas, eu completo uma inteira e me preencho sem perceber.

(Jenifer Alana dos Santos)

*Credite se usar, a escritora agradece!*

terça-feira, 30 de setembro de 2014

[TEXTO] Refletir a inexistência

Uma das dores mais doces vindas de um pensamento um tanto quanto noturno e paranóico: a inexistência. Quando se olha no espelho e ao sorrir não é capaz de reconhecer a si mesmo. Questiona-se: seria eu ou alguém dentro do espelho?
Se ao refletir-se encontrasse as respostas a que tanto venera, talvez não tivesse caído no sono vislumbrando mais uma vez a história da maneira que desejou, repetiu como um mantra a si que o passado não volta, e as oportunidades passaram como brisa quente numa tarde fria enquanto se escondia do mundo a que tinha medo.
Ah se, ao refletir-se encontrasse o que perdeu e lhe faz tanto falta. Ah se soubesse o que seria isso. Sonhou mais uma vez que fugia da vida que lhe rasgou milhares de vezes e o recompôs no dia seguinte, mas qual a maneira real para correr daquilo que te persegue e não enxerga? Se ao menos as perguntas parassem de persegui-lo (também).
Talvez encontrar-se-ia se ao menos uma vez procurasse a si em vez perseguir a vida dizendo que ela o persegue. Sabe em seu sono profundo que busca respostas e vida porque não sabe o que é viver de verdade e sabe que as respostas que quer são por pura vaidade.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

[TEXTO] Sobre procrastinação e poesia

Andei queimando neurônios pra tentar escrever um poema, faz tanto tempo que tento que o poema já até perdeu sentido. Então fiquei me perguntando como consegui escrever algo que não gosto de maneira tão profunda há um ano. Eu já fui mais poética e profunda, é pra rir né? Teria eu mudado tanto assim em tão pouco tempo? Acho paranóia. Aliás, paranóica nunca deixei de ser. E dramática também.
Faz 3 dias que to me deprimindo porque fiquei doente e minhas ideias fantasiosas não fazem sentido algum. Eu deveria começar a escrever meu livro de novo, estar postando no meu futuro famoso blog, procurando divulgação, escrevendo regularmente no diário que baixei no celular com a desculpa de "facilitar a vida" já que "to sempre mexendo", quando na verdade eu sei muito bem que é pura preguiça de escrever no papel, fazendo caminhada ou algum exercício físico já que engordei e vivendo ao máximo a nova vida que eu aceitei. Mas todo mundo sabe que ficar deitada vendo filmes e séries enquanto come qualquer doce é muito mais fácil. E deprimente, é claro.
Até a vida do meu gato tá mais interessante que a minha, convenhamos. E até minha mãe já disse que vou ficar pálida de tanto que fico em casa. Eu fiz 18 anos e a vida fez com que eu me sentisse com 60, tempo livre e disposição zero. Os colegas de escola estão casando e tendo filhos, e eu to escrevendo um texto pra me enganar como se fosse fazer grande coisa.
Ai vida, o que eu quero? Eu quero é fugir. Mas por enquanto, o jeito é escrever mais um verso.

Jenifer Alana dos Santos.

domingo, 3 de agosto de 2014

[TEXTO] 52748 versão de "E o coração? Bate?"

Silêncio. E o peito dói. A lágrima contida inunda. Sufoca. E a respiração? O coração ainda bate?
Silêncio. Sente o corte. Aprofunda a foice. E o tempo. Cicatriza? Cultiva a ferida aberta. Lembranças. Suas? Próprias? Memória.
Silêncio. Esquecimento. E a respiração? Para. E o coração? Voa. Ou bate? Bate a sua porta. E você? Abre?
Barulho. Farta de incertezas. Alimentada por incertezas. E a ferida? Arde. E o coração bate. E a foice? É você ou ela mesma?
E a borboleta? Voa? E a mariposa? Bate as asas? E seu coração? Ainda bate? E a vida? Ainda vale a pena? E a dor? Quem é que sente e com quem dividir?
Silêncio. Um texto. Quem lê? Morta. Mas o coração... bate. E sente a respiração. E a ferida? Cicatriza. Ávida, retira a casca. Abre. Sangra? Se importa? Se sente viva assim?
Silêncio. Solidão. E a respiração? Ainda ouve. E o coração bate... Por quanto tempo? E insiste. E tenta. E vive? E chora. E seca.
Silêncio. E o tempo passa. E o espelho? O que é que diz? E a vida? Sente? E o coração... descansa.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

[TEXTO] Congestionada

Porque esse congestionamento de lágrimas alaga meus pensamentos, me dá dores de cabeça profundas e me tira o sono. Porque esse congestionamento de palavras me cala e me impede de me expressar e seguir em frente. Porque essa falta de direção só me leva a caminhos errados.
Eu conto nos dedos as escolhas certas que já fiz, mas com o passar do tempo, tenho reprimido lembranças, vivendo um dia após outro sem vivencia-lo de verdade. Eu perdi as contas de quantas vezes errei e não tive reação, e já não me reconheço no passado referente ao mês anterior.
Seriam muitas transições? Ou estou ficando louca? As palavras fogem de mim por não ser capaz de expressa-las, eu não sinto mais frio na barriga e nenhuma vontade de seguir em frente. Tenho proferido palavras as quais não me pertencem e não me afetam, afinal, o que sou de verdade?
E será que sou, ou ele é e estava certo? Eu perdi a fé, as esperanças, as pessoas, a minha essência e a motivação. Mas isso dá um texto não é, quem se importa? Uma das únicas coisas que me restam é aquela velha questão: já perdi tanto, o que mais irei perder?
Porque esse congestionamento de incertezas não me afeta por mais que um minuto e eu não me sinto viva sem ele.

(Jenifer Alana dos Santos)

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

[POESIA] Morta pelas palavras (e viva por elas)

Já consigo sentir a paralisia
Congelo-me pouco a pouco
De que valeu-me a euforia
Se a morte chega enfeitiçada por um sopro?

Todo mundo morre levemente após viver muito
Morre de tristeza, morre de alegria
Morre de cansaço, de rir ou de chorar
Morre de medo, de arrependimento ou de agonia.

E você? Morreu de que?
Ao encontrar-se sozinho, perdido e pedinte
Na busca eterna por amor e vinho, amizades e livros com café
Perdendo-se cada vez mais pelo caminho seguinte
Em meio as sombras que te levam com a maré.

Afogo-me nesse cobertor de palavras
Ressuscito mais uma vez
Vomito todas essas podres entranhas
Tentando encontrar ar, respirar talvez.

Eternamente inatingível é a felicidade eterna
Desfaleço continuamente
Após cada sorriso desprezível
Sufoquei-me em minha própria mente.

(Jenifer Alana dos Santos)

Aproveitando o poema de um concurso que participei no ano passado pra dizer que este ano minha professora abriu inscrições para ex-alunos e já estou quebrando a cabeça pra fazer um novo no meio de tanta coisa pra fazer (estudar pra provas, trabalhos, portfólio...).
Felizes que voltei a postar? Contem maaaais! O que acharam da minha ideia sobre escrever as receitas? Estou me sentindo influenciada pela faculdade hahaha.

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terça-feira, 1 de julho de 2014

[QUEM É QUE SABE/DICA] Julie & Julia e uma ideia.

Bom, recentemente fui obrigada a assistir um filme para um portfólio de um dos módulos da faculdade. Para minha surpresa, é um filme ótimo, além de engraçado - pretendo assistir novamente. Super indico pra quem gosta de comédia e gosta de comida. O filme se chama Julie & Julia, trata da história de duas mulheres apaixonadas por comida e por fazer comida. Quem se interessar pode procurar mais a sinopse e trailer por aí (já que a blogueira é inútil - eu sei)
Além de dar boas risadas e entender mais sobre o contexto da alimentação para as pessoas, o filme me inspirou. Siiiiiiim, inspirou. No semestre que vem pretendo começar um novo projeto aqui no blog assim como no filme (mas não de forma tão intensiva). O que quero fazer é preparar receitas e contar como elas me afetam não só no preparo, mas também no sabor. Conto mais depois ;)

(Jenifer Alana dos Santos)

sábado, 21 de junho de 2014

[TEXTO] Sobre eu não ligar

Eu comecei a escrever um texto em que eu batia a porta e ia embora pra sempre. Na sua porta. Mas que no fundo você sabia que enquanto eu descesse as escadas, eu me arrependeria e voltaria correndo. Porque você me conhece, ou talvez ache que conhece ou talvez eu ache que conheça. Não mais.
Nós temos essas coisas as vezes de querer jogar tudo pro ar e sair correndo pra qualquer esconderijo. Mas como se foge da vida? E como um livro diz: como escapar desse labirinto? Eu quis escapar tantas vezes, quis que o mundo explodisse ou que ele pelo menos me desse a chance de consertar coisas das quais eu me arrependo e sim, eu me arrependo de algumas coisas.
E eu não quero escrever mas to engasgando com as palavras. Esse texto nem era pra ser assim, mas e a vida, é pra ser como? Eu não sei direcionar ou seguir as minhas próprias regras pra criar um texto, como podem me deixar tomar decisões importantes como as que eu tomei?
Eu to batendo a porta, e tô batendo nela ao mesmo tempo, quando quem merece um tapa por tudo isso sou eu.

(Jenifer Alana dos Santos)

*Credite se usar, a escritora agradece!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

[TEXTO] Tanto faz, fazendo muito.

A tristeza de um partir: ir embora e me dividir entre incertezas. A decepção do retorno: gerada por expectativas.
Eu sou humana. Mas quem nunca se cobrou ser mais forte para poder resistir mais? Eu não tenho asas, mas encontrei tanta coisa voando nos meus sonhos. Eu sou boa. Mas depois de voar, de me cobrar e ser cobrada.. sei lá o que aconteceu.
E eu não quero mais resposta nenhuma, não preciso mais de nenhuma certeza. Eu sei do que eu preciso, e ninguém precisa saber.
Sobre o me dividir, eu tentei. E me dividi tanto e não encontrei o que eu era de verdade, eu me sinto incompleta. Sobre o partir? Eu fui. Sobre as expectativas, o de sempre.
Eu nunca fui boa com nada disso. Eu nunca soube sentir mais ou menos - eu demonstrei sentir mais ou menos. E quanto as expectativas, com ou sem elas, eu sei que vou me decepcionar. Porque esse é um dos meus maiores problemas: as pessoas. Eu as amo e as odeio na mesma proporção.
Cansei de culpar a vida. Cansei de me sentir culpada. Cansei de precisar culpar alguém. O desejo desgasta a gente... Eu já não sei o que esperar, para onde ir, o que ansiar.
Uma única certeza de que não preciso, e talvez seja por isso que encontrei: eu esperava ter deixado mais de mim para que as pessoas lembrassem. E quem sabe um rumo: ah, vocês não precisam saber.

(Jenifer Alana dos Santos)

*Credite se usar, a escritora agradece!
**faz tempo que não escrevo sobre mim; sem críticas, por favor.
***Contatos vocês já devem saber.

terça-feira, 1 de abril de 2014

[DESAFIO/TESTE] Respondendo perguntas e perguntando respostas.

Quem é você no meio do mundo? Quem é o mundo que existe em você? E quem é que gira em torno disso?
Quem é você no dia de calor em que a vida bebe coca-cola gelada na sua frente? Quem é você no dia de inverno onde a vida faz chocolate quente só pra você beber? E quem é que diz quando tudo isso tem que acontecer?
Eu poderia gritar quantas vezes até a calar a minha boca? E esse democracia de que tanto falam, ainda existe? Alguém se lembra pra que serve?
Quem é você no ônibus lotado e quais histórias tem pra contar? Que escolhas fizeram com que você chegasse até aqui e porquê você culpa tanto a vida se foi você que fez tais escolhas?
Quem é você com saudade de casa quando o futuro está em jogo? Quem é você feliz pelo mundo novo que conquistou? E quem acredita que possa existir sentimentos tão distintos num mesmo jovem coração?
Quem é você na hora do ódio e  da dor? Quem é você na hora da paixão e do carinho? E quem foi que disse que tudo isso tem que fazer sentido?
E me responda: quem precisa responder tudo isso? E quem é que precisa de todas essas respostas?

(Jenifer Alana dos Santos)

*Desafio/Teste: eu queria propor que vocês respondessem essas perguntas em forma de texto/crônica, e me enviassem (os contatos estão por aí em outros textos). Ou que escrevessem ou se questionassem apenas. Fica a critério de vocês. <3

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

[TEXTO] Paredes

IAcho incrível como as coisas mudam. Hoje retorno às minhas lembranças, as memórias estão tão próximas. Meu medo e eu, lado a lado. E uma parede conhecida - real ou imaginária - me separando da realidade.
Acho incrível como as coisas mudam. Como o passado parece tão presente. E me questiono o quanto isso me afeta.
Acho incrível como as coisas mudam. Como as pessoas mudam. E como mudam a gente.
Meu pensamento voa alto, o céu ofusca meus olhos e então os fecho. Nem tudo que é belo permanece, um olhar diferente, o brilho do céu me cegou.
Acho incrível como você pode estar tão longe e tão perto. Tão presente em mim, mesmo não sendo meu. As lembranças permanecem vivas e eu me perco em toda esquina. O que mais me resta para perder?
Acho incrível como as coisas mudam. Como você mente tão naturalmente, como vivemos vidas distintas e juntas ao mesmo tempo como se fossemos um só.
As memórias estão com você agora? Elas batem a sua porta? Chutam a verdade na sua cara? Você está do outro lado da parede, será que pode me sentir?
Acho incrível como as coisas mudam. Incrível como aquele 'eu te amo' não dito ainda me persegue. Já não há mais tempo. Quando iremos quebrar essas paredes? Eu estou desmoronando, só me resta levantar e reconstruir.

(Jenifer Alana dos Santos)

*Credite se usar, a escritora agradece*

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

[DICA] We heart it



O que é o We ♥ it?
É um site onde você encontra diversos tipos de imagens/fotos profissionais, fofas, e bonitas. Eu superindico pra quem gosta de montar o próprio bg, pra blogs, logo, avatar etc etc. Você pode se cadastrar e enviar imagens também.
Eu gosto bastante porque você encontra fácil o que procura. É só colocar uma palavrinha chave e pronto! 


E aproveitando pra dizer que é minha fonte pra maioria dos posts. Então, caso você goste de alguma imagem/foto aqui do blog, pode procurar mais por lá.




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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

[TEXTO] Cicatrizei.

    Durante muito tempo eu sabia exatamente o que se passava na razão e no coração existentes em mim. Fazia questão de escrever para lembrar. Hoje, posso dizer que há um enorme vazio – que lá no fundo talvez contenha uma explicação – mas que não me implora para ser registrado ou contado.
    Quantas horas, quantos dias, quantos meses dura a sua angústia? Qual o tamanho da sua incerteza? E até quando o vazio vai ser egoísta o suficiente para não aceitar o amor que tenho recebido?
    A vida doce me fez assim tão amarga. Aquele sorriso hipnótico me deixou assim, desconfiada.
   Quando olho em volta e não vejo nada em que eu posso me apoiar, não há desequilíbrio, existe uma incontrolável vontade de me atirar ao fundo. Esse espaço inocupado é tão grande, que nem mesmo as generosidades tão raras da vida ajudam a preenchê-lo.
   Isso é para que eu perceba que todo esse vazio sou eu mesma que cultivo, atingindo-me com antigas foices como se a ferida não pudesse cicatrizar só para ser lembrada. Cheia de incertezas e sempre achando que não sou capaz ou merecedora. 
    Inútil não sou eu, nem você. Inútil é essa persistência em permanecer com aquilo que só nos trouxe o mal. Joguei fora as sementes que não brotaram, minha cova se fechou e eu não estava dentro dela. Cicatrizei. ®

(Jenifer Alana dos Santos)



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[TEXTO] Prisões invisíveis

    Tenho que parar com a vontade de te desejar, de te olhar, de me encantar. Antes que todo esse desejo se torne um vício. Tenho que parar de pensar que você pode ser meu, pois sei que nunca poderei tê-lo. Parar de achar que você vai me olhar nos olhos e enxergar que estou caindo por você.
    Confesso que meu coração transborda de esperança a cada palavra que você diz, mas ao mesmo tempo, minha parte ferida alerta sobre um possível sofrimento quando eu finalmente abrir os olhos e perceber que você jamais se apaixonaria por mim.
    Tenho que parar de esperar que as coisas aconteçam. Tenho que arriscar. Parar de deixar que o medo e as dúvidas aprisionem a coragem que suplica para ser liberta, pois sei que isso não me permite tentar.
    E então a fixação do erro em minha mente me cerca de dúvidas, e talvez seja por isso que mais uma vez eu resista a tentativa de acreditar em você.
    Eu poderia parar de cair por você, mas você poderia tentar entender o que meus olhos dizem. Nós sempre podemos fazer, mas continuamos resistindo a felicidade. A gente só não é feliz porque não quer. ®

(Jenifer Alana dos Santos)



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[BOAS VINDAS] Welcome!



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